quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

O aforismo

«A língua que é fácil e ligeira, solta e libertina, curiosa e destemida, acaba sempre por encontrar o mais exótico dos sabores: o da incompreensão

-Sabes o que é isto, Pequeno Vermelho?
-Um aforismo, prezado Master.
-Correcto. E que mensagem extrais deste aforismo?
-Queeeee… devemos ter tento na língua…?
-Ah… oh… como tu me desapontas por vezes, poeira de sujidade de Benfiquista…
-Perdoa, Master.
-Pretendes então que um homem, um Benfiquista!, qual domador de caranguejos, chicoteie a própria língua e assim a eduque no caminho do discurso conveniente?
-Não, Master… não reflecti devidamente…
-Sugeres, microscópica substância de matéria Gloriosa que não chega nem para festejar uma vitória por dois a um, que um pensador Benfiquista deve refrear as suas palavras só porque a ordem vigente poderá dar-lhe a provar o supremo dos sabores exóticos?
-Não, Master… A língua deve ser livre. Sempre.
-Sempre. Sempre… Porém, hesitaste.
-Fui um fraco, Master.
-Foste um fraco.
-Não quis ofender-te, querido Master.
-Foste descuidado. Um pensador não deve ser descuidado. O pensamento é a matéria mais preciosa que existe.
-O pensamento é matéria, Master?
-O pensamento é mais que matéria, o pensamento é o pai de toda a matéria. O que seria da matéria se o meu pensamento não existisse, não estivesse cá para lhe dizer “tu és matéria”? Seria um sem-propósito, uma inutilidade, uma criação descabida a flutuar pelo vazio, ao sabor de ventos cósmicos que não seriam coisa alguma porque não haveria pensamento que os designasse e os definisse e tudo seria um caldo caótico e sem jeito e sem nome… O pensamento é a origem e o fim da matéria. Posto isto, parece-me justo que se considere o pensamento como matéria.
-A tua excelência apazigua-me o espírito.
-A minha excelência é humilde mas nunca modesta, porque…
-… a modéstia embacia a excelência.
-Isso… Dispersamos. Voltemos à origem: o aforismo, criaturinha encarnada. O que aprendes com aquele aforismo?
-A língua…
-A língua, precisamente. O que é aquela língua ali?
-A língua… a língua…
-O discurso! A língua é o discurso! É a doutrina, a opinião! A corrente, o pensamento, a ideologia que se comunica, o que se diz! A língua, milimétrica ofensa à Entidade Vermelha…
-É o discurso… sim, Master. A língua é o discurso.
-E como é essa língua?
-É… atrevida.
-Mais. É mais que isso.
-Mordaz.
-E mais, que mais é a língua?
-Independente.
-Mais.
-Independente e brava e corajosa e viril. Vigorosa, pertinente e audaz!
-Isso! Isso, minha minimitude do que se pode ser quando se é do Benfica… isso. Continua… Falta uma coisa. Uma pequeninini… nininha coisa, assim, só um bocadinho maior do que tu…
-E… bom, Master…
-Não tenhas medo. Pressinto-te a acolher a sabedoria. Diz o que pensas.
-E desconfortável.
-Bravo! Bravo! Tivesse Gaitán um centésimo do teu raciocínio…
-Portanto, o discurso… independente e mordaz gera desconforto, logo, está sujeito à incompreensão.
-As tuas palavras têm a precisão de um passe de Pablo Aimar.
-E se… esse discurso estiver errado, querido Master?
-Pequeno Vermelho, num cosmos dinâmico e interdependente, o certo e o errado moldam-se e mudam-se, um ao outro, um com o outro. São como massas viscosas da mesma matéria mas de cores diferentes – sabes como são as cores: hoje na moda, amanhã démodé. Não é o certo e o errado que importam, desde que o pensamento seja honesto, sério e sustentado. Importa, sim, ser-se fiel ao que se pensa, primeiro que tudo; e saber-se os riscos que essa postura comporta, aceitá-los e geri-los com bom senso. Pensa comigo: se um Grande Homem não tivesse pensado à frente de todos os outros, hoje seríamos adeptos do Sport Lisboa e não do Glorioso Perpétuo. Foram a liberdade, a determinação e a independência que nos fundaram e guiaram. E hão-de ser elas a distinguir-nos dos demais, sempre.
-Master, posso lançar-te uma pergunta?
-Questiona-me.
-Dispões-te a suportar a intolerância em detrimento da unanimidade?
-A unanimidade instalada é uma coisa muito aborrecida, Pequeno Vermelho. Sabias que, quando todas as moléculas estão arrumadinhas e absolutamente quietas, a temperatura atinge o zero absoluto?

23 comentários:

POC disse...

Palhaçada. Pior é o Anónimo.

Deixei lá este comentário:

Não sabem distinguir as coisas. No Estádio, apoio todos. Aqui, que é o local de conversas construtivas, digo: Nico não tem lugar neste Benfica. Nem neste nem em nenhum.

Lá dentro são da nossa equipa. Mas meninos mimados como Nico, não são merecedores do emblema que vestem.
Que o vendam enquanto engana meia europa.
Cansado estou eu de adeptos que só têm palas e não criticam nada. Pois é na crítica que se cresce.

Nico prejudica mais a equipa do que a beneficia. Tem um lance de génio e depois arrasta-se. Depois perde bolas a brincar onde não pode. Soubessem ver futebol e saberiam contabilizar, num jogo, a quantidade de vezes que Nico deixa a equipa descompensada, o que origina golos adversários.

Se quiser crescer e lutar, e esforçar-se, e ter cabeça...muito bem. Será um dos melhores da actualidade.
Se quiser continuar como está, a porta da casa é serventia da casa.

Já pensaram porque razão nem sempre os mais dotados tecnicamente são titulares?

Óscar é um goleador, ponto. Fantástico.

Emerson dá o que tem, logo quando quiserem criticar, critiquem quem o contratou e quem o coloca a jogar.

Se quiserem insultar mais algum blogue, insultem o meu. Não escrevo muito sobre futebol, mas já o joguei a sério e percebo mais num dedo que vocês na cabeça toda.

Se têm aqui os blogues que tanto criticam...são malucos? Ou precisam que eles aqui estejam para ver se ganham visitas?

Talvez o meu comentário seja ainda mais para o Anónimo do que para o autor. Mas fica a minha ideia.

Here Comes The Rain disse...

Já estava a ficar à rasca com os filhos da puta por mim escritos no post anterior. Ainda bem que li até ao fim e não fugi sem me verem.

Lá está, ele também tem direito à opinião dele(por enquanto).

Ulrich Haberland disse...

Vénia, vénia, vénia.

Caramba o talento é uma coisa fabulosa!

Estes teus pequenos contos do Master e Pequeno Vermelho merecem compilação em livro.

Absolutamente brilhante este texto, mais um.

JC disse...

Brutal! Já não sei como adjectivar estes posts, caramba.

Edson Arantes do Nascimento disse...

"Não escrevo muito sobre futebol, mas já o joguei a sério e percebo mais num dedo que vocês na cabeça toda."

Pronto, temos vencedor-que-está-eufórico-e-julga-se-o-melhor. E isto é a mesma pessoa que escreve o que escreve acerca do Gaitán.

Não vale nada.

Assim como o futebol "a sério" não é condição para saber mais de futebol do que "vocês" na cabeça toda (qual delas?) - caso contrário o Henrique Calisto não seria o perfeito anormal que é.

E sendo assim, para trocar argumentos oleados em má-fé e em sensações obtusas de superioridade intelectual, eu prefiro calar-me. É diferente de unanimidades que nunca foram, diga-se, a cara do Benfica.

Sobre o Emerson, e apesar de não ser o meu jogador preferido, assumo que tenho vergonha de muitos benfiquistas. Voltamos à má-fé: se calhar são os mesmos que dizem que o Nuno Assis (já para não falar do Gomes) ainda deveriam estar no Benfica...

E os mesmos que comparam o jogo em S. Petersburgo com um em Barcelona, contra o Espanyol. E que pretendem comparar o JJ com o Fernando Santos - que é uma perfeita abécula, com todo o respeito pelas abéculas.

"Não escrevo muito sobre futebol, mas já o joguei a sério e percebo mais num dedo que vocês na cabeça toda."

Luis Rosario disse...

Gosto essencialmente da convicção prevalecente na cabeça desta gente de que estes "pseudo-benfiquistas" (onde me incluo) só dizem mal do clube e passam o jogo a assobiar e insultar os nossos jogadores.

lawrence disse...

Exigimos a democracia para dizermos o que nos apetece mas como adoramos a ditadura para calar a boca ao contraditório!
Enquanto houver esta forma de olhar a sociedade, não vamos a lado nemhum (que preste!):

POC disse...

@Edson Arantes do Nascimento, quando quiseres falar de mim, podes dirigir-te directamente. Tenho nome, tenho blogue, não me escondo.

A forma como falei foi inflamada, porque li o que li e fiquei parvo. Já falei com o autor do outro blogue e tudo. A questão foi para o Anónimo que insultou blogues benfiquistas por nós conhecidos.

A frase que tanto gostaste que eu tivesse escrito, é um exagero, pois claro. Mas acredita que falta, a muito boa gente, ter passado pelo futebol. Comentadores de televisão, especialmente. E outros de sofá também.
Foi uma frase mais para chatear que outra coisa, até porque não sei dos conhecimentos das outras pessoas.

O que não admito é benfiquistas que criticam benfiquistas que criticam o seu Benfica de forma construtiva.
Uma coisa é brincar com amigos, num blogue. Outra coisa é estar no Estádio.
Eu tenho cativo e apoio sempre. Mas tenho dois dedos de testa para ver o que é o Gaitan. E continuo a dizer: ou ele se assume como profissional ou não serve. Qualidade tem ele aos montes. E aí digo: quem não entende isto que estou a dizer, é porque realmente não percebe um boi desta merda.

Por isso "Pelé", se quiseres estar contra mim e gozar com o que digo, fica à vontade. Desde que defendas o Benfica à tua maneira, mas o defendas, tudo bem.

É bom lembrar que é na crítica e na discussão de ideias que se vai sempre mais longe.

POC disse...

E acrescento,

@Edson Arantes do Nascimento, depois de ter ido ler novamente o meu post e ver a tua resposta, só me apraz dizer que foste pequeno. Porque não chegaste onde quis chegar. E misturaste o que um benfiquista (eu) ofendido disse, de cabeça quente, por verem blogues de camaradas atingidos.

A frase foi agressiva para o tal Anónimo. Mas não invalida que, tirando a alegoria do "dedo/cabeça", seja verdade.

Que se espumem todos quando o Nico faz uma jogada, e fechem os olhos quando levamos golos e calafrios pela sua falta de profissionalismo.
Reafirmo: que trabalhe mais e melhor, com afico. Que pense na equipa. Em nós.

Foste pequeno caro Edson. Também eu fui em ter respondido com a frase que tanto "gostaste.
Acontece.

Éter disse...

Diego, permite-me um protesto... Não me agrada ler uma coisa tão bonita como esta e depois, na caixa de comentários, levar com um mecânico "Prove que não se trata de um robô", ainda que uma das palavras que me calhado em sorte tenha sido "poetic".

Altera essa frase para, por exemplo, "Prove que aprendeu algo com o Master".

Diego Armés disse...

Sois inteligentes: todos temos uma opinião e raramente é exacta e absolutamente igual à de outro Benfiquista (fico-me por este universo que é o que nos importa). Às vezes, e dependendo da forma como essas opiniões são expostas, os ânimos aquecem. Faz parte. Temos de aprender a lidar, por um lado, com as opiniões que tomamos como afrontas, e, por outro, com as reacções das outras pessoas a estas nossas opiniões. Tudo isto me parece lógico.

Lamento apenas que se entre em concursos de "eu sou mais Benfiquista que tu" só porque eu digo isto e tu dizes aquilo. Mas lamentar é tudo quanto posso fazer.

Rui disse...

Isto é a natureza humana. Existirão sempre aqueles que têm uma enorme dificuldade em lidar com a liberdade de pensamento dos outros. Deviam lembrar-se que o unanismo, sempre falso, só conduz à estagnação e que só podemos ganhar em receber o contributo dos que pensam de modo diferente e procurar avaliá-lo pelo mérito da própria crítica e não apenas porque é uma crítica. Isto não é verdade apenas no que diz respeito ao Benfica, é assim com tudo. A tendência natural é para a pertença ao rebanho :).

POC disse...

Não me fodam: eu não estive bem com a tal frase, mas respeito as opiniões contrárias e sobre isso insisti. Disse que somos todos benfiquistas, cada um à sua maneira. Desde que o intuito seja defender sempre o Benfica.

Nunca disse que era mais benfiquista que este ou aquele, apenas usei uma expressão má.
De qualquer forma Diego, acho que não te referiste a mim mas sim a quem decidiu insurgir-se (no outro blogue) contra benfiquistas de opiniões diferentes. E aí sim, a julgarem o benfiquismo uns dos outros.

Abraços e perdoem-me a emoção com que fui levado neste artigo (e no do outro blogue). Não gostei de ver aquilo, não me revejo naquelas palavras.

E sim, esta merda do futebol faz-nos ir longe de mais às vezes.

Diego Armés disse...

Não era para ti ne, felizmente, para nenhum outro comentador deste blogue abençoado, que tem os comentadores mais cavalheiros que eu já vi.

A emoção também faz parte do jogo. E a reacção à emoção, idem. Daí que o Edson te tenha respondido e tu a ele... O futebol é mesmo assim, onzes gajos para cada lado, tirando nos jogos do Sporting, que é 10 para um lado, 11 para o outro.

JoãoSilva disse...

Caro diego pelos vistos considera a minha posição intolerante mas pergunto-lhe..

Não temos todos direito a resposta? O blog que sua excelencia tanto enaltece como curiosa e destemida começa por chamar Imbecil a qualquer que não entendesse a sua forma de "Defender" o Benfica.

Caso dê um salto pelos outros Post perceberá que aquele post foi feito com o intuito de achincalhar quem desse ser tem uma opinião diferente...

Nada mais fiz que explicar eu a minha forma de ver o Benfica, ou será que apenas os que concordam com o rumo que o Benfica tomou desde a entrada de Jesus são os que estão errados e portanto não podem dar a sua opinião e demonstrar o seu raciocínio...

Se Benfiquismo é bater nos nossos até mais não e raramente estar de acordo com qualquer que seja a politica tomada por quem nos chefia, então não me chamem de Benfiquista!

os melhores cumprimentos e apesar de não concordar com tudo o que é dito neste post posso dizer que este blog estará sem duvida nas minhas visitas diárias...

Diego Armés disse...

João - vou tratar-te assim, não leves a mal, aqui não somos de formalidades -, obrigado pelo comentário e pela leitura.

Sugiro, no entanto, uma análise mais cuidada ao que acim está exposto. Este post não pretende repreender ou aconselhar o que quer que seja. Pouco mais faço do que constatar o que sucede quando se diz uma coisa: há reacção. Não tirei o direito a ninguém de dizer o que quer que seja, nem de um lado, nem do outro.

A intolerância a que me refiro é somente aquela que lamento num comentário anterior: classificar o grau de Benfiquismo de cada um pela opinião que tem. Parece-me absurdo. No entanto, até isso é legítimo e eu só leio aquilo que quero...

JoãoSilva disse...

Também eu sou completamente contra a classificação de Benfiquistas de primeira ou segunda, porque tal como não admito que alguém ponha em causa o meu Benfiquismo longe de mim fazer o mesmo aos outros...

Não faço é qualquer censura no meu Blog a não ser que seja um tripeiro ou lagartixa a vir ofender..

Obrigado por se ter dignado a responder ao que escrevi e um Grande abraço!

Diego Armés disse...

«Se Benfiquismo é bater nos nossos até mais não e raramente estar de acordo com qualquer que seja a politica tomada por quem nos chefia, então não me chamem de Benfiquista!»

Estas palavras são tuas, João. E o que é isto se não olhar com superioridade para os Benfiquistas que praticam "esse tipo" de Benfiquismo? Para além de que a frase citada é um claro exagero do que, na realidade, se passa no Ontem Vi-te... Leio assiduamente o blogue e só posso discordar se me disseres que é isso que ali se faz: não é. Analisam-se assuntos. Como os pontos positivos, que felizmente são muitos, não merecem reparo, apontam-se os negativos (com alguns concordo, com outros não) porque, esses sim, carecem de correcção. Parece-me um exercício bastante honesto.

De qualquer forma, numa discussão, argumenta-se e rebatem-se argumentos. É tão fácil dizer "este gajo como Benfiquista não presta", não é? Perde-se menos tempo do que a dizer assim "meu amigo, discordo disto, disto e disto, por isto, por isto e por isto".

Eu discordei do teu post precisamente por isso. Simplificaste a resposta quando podias ter usado o espaço para rebater os argumentos do Ricardo. Não o fizeste, é uma opção legítima, como já disse. Como é legítimo eu discordar disso.

Um abraço

Ricardo disse...

Ora, nem mais, Diego. O que esse senhor fez foi caminhar pelo fácil caminho do popularucho.

Aproveitou-se, usando o nome do Benfica, de outro blogue para promover o seu através de um texto mentiroso, falso, que parte de premissas erradas e chega a conclusões enganadoras. Tudo isto, diz ele, em nome do benfiquismo e, ainda mais curioso, em nome da liberdade de expressã - que, na mente brilhante deste Silva, passa por insultar de todas as maneiras e feitios uma pessoa que tem uma abordagem diferente à realidade do Benfica. Para que se esclareça, já quem nem todos conseguem ler um texto e interpretá-lo: os "imbecis" a que me referia não eram os que de mim discordavam mas aqueles que, discordando, não acrescentam nada ao diálogo e ainda optam pelo insulto. O João Silva, pela frágil capacidade de interpretar e reflectir sobre um texto faz, claro, parte deste grupo.

É como dizes: argumentos, pensamento, reflexão dão trabalho. Fácil é sujar as mãos com textos ofensivos e demagógicos.

Uns foram lá bater palmas ao meliante. Sedentos de virtude e protagonismo. Incapazes de, na civilidade que a todos devia guiar, chegarem ao meu blogue, abrirem a caixa de comentários e, de forma cordial, escreverem: "Ricardo, discordo por isto, aquilo e mais isto".

É tão fácil ser-se assim. E, no entanto, o que fará esta gente abdicar de racionalidade? Mistério profundo que nem duas mil teses de especialistas poderão, um dia, desvendar. Numa palavra: pobreza de espírito. Afinal foram três.

POC disse...

@Ricardo, estou indignado: não me ofendeste nem me deste uma palavra por ter ido em tua defesa, sabendo que não precisavas dela para nada.

Por causa desta, a próxima água que consumir na rulote, pagas tu.

Ricardo disse...

POC, não quis versar sobre o assunto em espaço tão sujo.

Obrigado pelas palavras que tiveste. Mas nem preciso agradecer o que quer que seja. Tu, como pessoa lúcida e inteligente, só podias estar contra aquilo que esta alimária escreveu. Nada de novo, portanto.

Se te portares bem, prometo insultar-te decentemente na próxima vez que beberes água na rulote. Só te safas se beberes cerveja.

Abraço.

JoãoSilva disse...

Caro Ricardo não sei porque consideras o Blog onde escrevo "em prol do meu Benfica" À minha maneira com os meus pensamentos, "um lugar sujo"...

Da mesma forma que a qualquer um poderia servir a carapuça do post que fizeste, também no texto que redigi serviu a carapuça a quem a quis...

Não sería talvez demais relembrar que o comentario que tanto assolou a tua mente foi o seguinte:

" Conseguirias tu, fazer um post em que não desses uma alfinetada à equipa??

Acho bem que sejamos exigentes, mas por vezes, ainda mais quando a equipa está de saúde e recomenda-se, não seria possível expressares o teu amor cego pelo clube e crença


Muito provavelmente sou eu que não distingo uma coisa da outra amor cego e crença...

tirando a parte de seres um cínico não romântico, gostei do post e espero que saiamos da Russia com o resultado que ali puseste ou melhor ainda! "

Não vendo eu onde tenha tão gravemente insultado a sua pessoa, senti-me À posteriori insultado...

De qualquer forma peço desculpa por qualquer ofensa que tenha sido alvo não tendo sido isso que quis fazer mas sim demonstrar que não estava de acordo com aquele seu pensamento...
Penso que também devemos conseguir encaixar os comentários não favoráveis com o que escrevemos.

Já há algum tempo que seguia o seu Blog e continuarei a seguir porque para além de gostar da forma como escreve sobre algumas questões como já disse, também isto é o Benfica e cada um deve ser livre de concordar ou discordar dos mesmos.

Os melhores cumprimentos

ps: Diego Tem razão quando disse que foi algo exagerado mas meu caro que se desdenha muito, isso não pode negar!

Rui disse...

Eu acho piada a que alguém que classifica outros Benfiquistas como
"(...)IMBECIS, ESTÚPIDOS e PERFEITOS ANORMAIS (...)". Para mim, quem tem de recorrer ao insulto para classificar quem pensa de modo diferente, está auto-definido.
Digo-o com a tranquilidade de quem gosta do "Ontem Vi-te no Estádio da Luz", mas não deixa de manifestar o desacordo com algumas das coisas que o Ricardo escreve. Daí até ter de o insultar por discordar dele, vai uma diferença gritante.

Eu penso, aliás, que há pessoas que se esquecem do espaço de liberdade que o Benfica sempre foi, mesmo quando ela não existia no país. Recorrer ao insulto para criticar quem se atreve a pensar de forma diferente, mesmo quando a paixão pelo Benfica é gritantemente óbvia como o é nos textos do Ricardo está, isso sim, a desmerecer essa tradição do clube. É pena que isso não seja óbvio também para quem o faz.