terça-feira, 29 de novembro de 2011

Piromanias

Não percebo muito do assunto, mas já li, sobretudo no Correio da Manhã, várias notícias sobre o tema. Isso não faz de mim expert na matéria, mas como a matéria em questão é a "escrita" (perdoem-me a hipérbole) do Miguel Sousa Tavares, não só se dispensam os experts, como se abdica de qualquer semelhança com rigor, à imagem do objecto da croniqueta - para fazer jus ao sujeito.

Refiro-me aos pirómanos, claro. No tal Correio da Manhã, os gajos que pegam fogo ao pinhais durante o Verão são sempre maluquinhos lá da aldeia, uma espécie de Emplastros do Campo, que se ocupam de guardar o gado e, nas horas livres, de brincar com fósforos. Pelo menos, é assim que vem nas notícias. Ora, o incendiário de hoje tem mais de parvo do que de maluquinho. E, que eu saiba, gado não guarda - o mais próximo que tem de afecto pelos animais são as paixões pela caça ao javali e pela tourada. Mas muito gosta ele de atear o fogo.

Na merda de prosa (vão desculpar-me o eufemismo) que hoje tem o desplante e o mau gosto de mostrar ao mundo n' A Bola, este palerma tenta atiçar Benfiquistas (por causa da sala de pânico, num discurso que me recuso a reproduzir), sem deixar de finalizar com a alfinetada ao Sporting (a quem só falta chamar de incompetentes).

Parvalhão como é, não me espantaria se a esta hora fôssemos dar com o homem sentadinho na ponta da antena de Monsanto a olhar para a cidade, à espera que as chamas lavrem.

4 comentários:

Dylan disse...

Acho que este tipo está a precisar de uma recepção idêntica aquela que os estivadores de Alcântara lhe prometeram...

Bettencourt disse...

Esse é porco. Não falo só de lingua. Tem mesmo aspecto de porco. Prefiro não o ler.

Hattori Hanzo disse...

O que essa excelsa figura disse desta vez ao certo?

Diego Armés disse...

Não vou reproduzir. É leviano e parvo. Além do mais, já chega do extra-futebol e do "fora do relvado". Ainda hoje o Pedro Guerreiro, no Record, num texto pretensamente salomónico, continua a conversa da treta - puxa daqui para ali; atira dali para aqui; "a culpa foi dele, não foi minha". Poupem-me. Se eu soubesse, tinha era ficado calado, em vez de prolongar o tema no tema. eu gosto é de ver a bola...